Apresentação

Caro(a) amigo(a), este é um espaço criado para a divulgação e ampliação das atividades e serviços do Departamento Comunitário da SOBRACID.
Para que cresçamos em nossas ações contamos com a tua participação que não se restringe aos recursos materiais, muitas vezes supridos por diversos meios, mas, principalmente, contamos com o tua presença, o teu apoio, e as tuas sugestões.
Para que isso se concretize, lançamos este blog que conta com a possibilidade de postagem de comentários que nos serão muito úteis e valiosos.
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Clínica Esperança

Clínica Esperança (telef. Administrativo: 3387-74-92 / telef. da Secretaria: 3387-74-92)
A Clínica Esperança de Amparo à Criança apesar de sua denominação não possuir conotação de Hospital, é na realidade uma instituição filantrópica, assistencial, sem fins lucrativos que acolhe crianças  portadoras do vírus HIV, que sejam carentes, em situação de risco (ou de rua), em estado de abandono ou órfãs, atendendo-as em suas necessidades básicas e emergenciais. Desde sua fundação em 1997, vem semeando vida, amor, carinho e esperança entre as crianças proporcionando-lhes um desenvolvimento sadio e harmonioso, além da melhoria de suas condições de vida.



O Artigo compilado abaixo foi escrito por Cristina Vieira e Rosângela Caino e publicado na página Portal Social do ClickRBS. Está disponível em: http://www.clicrbs.com.br/especial/rs/portal-social/19,0,2669121,Clinica-Esperanca-de-Amparo-a-Crianca.html
Quem vê aqueles pequenos brincado, correndo, e até brigando, pode até achar graça. Mas nem imagina que por trás de cada um, existe uma história. Quase sempre, uma história de sofrimento.   
De 42 crianças e adolescentes, 20 têm o vírus da Aids. Sete são bebês, como o garotinho de poucos meses que chegou com apenas dez dias, trazido direto da maternidade. Ele sequer foi amamentado pela mãe, portadora do HIV e sem condições - financeiras e psicológicas - de criar o menino. Outros perderam os pais ou foram abandonados. Muitos sofreram violência e maus-tratos em casa até serem encaminhados pelo Conselho Tutelar. 
Estar hoje no abrigo é a chance de mudar o futuro. Eles vão à escola, têm cama, comida e, principalmente, carinho. E mais: têm a esperança de serem adotados, ganharem uma nova família. 
Na chegada, eles nos recebem com olhares curiosos, sorrisos tímidos...Poucos minutos e já pegam na mão, são novos amigos nos acompanhando na visita. As meninas mostram com zelo o novo cantinho: os quartos foram reformados. Uma cama que é sinônimo de lar. A boneca, na cabeceira, marca o território no espaço dividido entre todas. Na sala de recreação, o menino de apenas dois anos observa a correria dos outros garotos. Ele nasceu com HIV, negativou o vírus, mas agora enfrenta um tumor em um dos olhos. É com a ajuda do Lar Esperança que recebe atendimento médico diferenciado. Na frente da TV, fixação pelos desenhos animados. Um dos meninos é  "W", de 4 anos. Os pais morreram, e a vizinha que acabou ficando ele, o jogou na lata do lixo. Foi encontrado em tempo e acolhido. 
Os maiores são mais agitados. Alguns estão ali há 12, 13, 14 anos... Todos têm Aids e sabem das privações que a doença impõe. Em dias de chuva ou frio, não podem brincar na rua por causa da baixa imunidade e já demonstram preocupação com a nova gripe. Só que por aqui, ninguém desanima. Um deles nos conta das boas notas no colégio, ao mesmo tempo em que, insistentemente, pergunta à monitora se a avó não voltou a telefonar. 
Ajudar a superar os traumas e mostrar caminhos a essas crianças são os objetivos da equipe de 30 funcionários, entre educadores, enfermeiros, psicólogos e assistentes sociais, além dos voluntários. Os recursos vêm de doações, que precisam ser constantemente renovadas para que a Clínica continue funcionando nas 24 horas do dia. 
A demanda é grande, assim como as despesas. A conta de luz chega a 1500 reais por mês, e, muitas vezes, falta dinheiro... A direção se vira como pode, economiza, pede emprestado, faz campanhas...pagar a fatura é uma gincana! Essa é uma das despesas mais altas e também uma das mais difíceis...não pode ser negociada, só aceita o pagamento em dinheiro.  
Os exemplos de colaboração são lembrados com carinho pela diretora, a Dona Loide Colisse, que sabe descrever exatamente a ajuda de cada um... Alguns parceiros garantem alimentação e roupas. A Gerdau, por exemplo, pagou as obras de ampliação das dependências. Tem também os grupos de amigos que promovem bailes e jantares para arrecadar recursos, a professora que todos os sábados leva sabão em pó, ou aqueles que simplesmente passam algumas horas com quem é tão carente por atenção. As visitas às terças e sábados podem ser feitas sem compromisso e, certamente, são recompensadoras. 
Cada gesto pode fazer a diferença, e a gente torce que a Clínica Esperança de Amparo à Criança consiga ensinar esses meninos e meninas a construírem uma nova e feliz história.
Por Cristina Vieira e Rosângela Caino



Falando de AIDS


A AIDS é uma doença que ataca o Sistema de defesa de nosso organismo. Ela é causada pelo vírus chamado HIV.


Como se transmite a doença

  • Através de relações sexuais (sem o uso de preservativos), espermas ou secreções vaginais contaminadas.


  • Transfusão de sangue ou produtos derivados de sangue (ex.: fator de coagulação usado pelos hemofílicos).


  • No uso de drogas injetáveis ao compartilhar agulhas e seringas contaminadas.


  • Durante a gravidez, na hora do parto ou ainda na amamentação do bebê através do leite da mãe.
     
    Você não pega AIDS


  • Através de beijos e carinhos.


  • Pratos, talheres, copos e outros objetos.


  • Por tosse ou espirro.


  • Através de vestuários.


  • Por picadas de insetos.


  • Através da alimentação.


  • Pelo uso de vasos sanitários, banheiros ou chuveiros.


  • Em piscinas ou por aperto de mão.


  • xistem vários tipos de testes para detecção do HIV, os principais são: ELISA, WESTERN BLOT E IMUNOFLUORESCÊNCIA. Quando um teste dá positivo, dizemos então que a pessoa foi contaminada; ela está soropositiva.

    A AIDS pode atingir os bebês, principalmente através de suas mães, sendo estas portadoras do vírus HIV+. Isto ocorre em mais de 90% dos casos, durante a gravidez, na hora do parto ou na amamentação. Assim como os adultos, as crianças podem contrair o HIV+ por meio de sangue contaminado durante uma transfusão ou ainda em situações onde foram vítimas de abuso sexual.